Complexos energéticos no Jalapão
Jalapão, região de beleza incomparável, é constantemente retratado em matérias de TV sobre a natureza. Nos cadernos de turismo lá está ele: grandioso e encantador. Sua majestosa presença é cantada e alardeada, nunca o suficiente, pois só quem lá esteve sabe realmente qual é sua verdadeira dimensão.
Mas a ganância do homem, infelizmente, parece ainda maior.
Mesmo sendo um bioma a ser preservado a qualquer custo, pois além de seu valioso cerrado possui águas puras e abundantes, está prestes a ser violentado.
Suas belas veredas, assim como sua diversa vegetação, está séria e gravemente ameaçada para dar lugar a um imenso canavial.
Existe um projeto enorme, em andamento, que compreende a instalação de complexos energéticos em vários municípios nos Estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins. Entre esses municípios estão Ponte Alta do Tocantins, Pedro Afonso, Brejinho de Nazaré (TO); Alto Garças, Alto Araguaína (MT); Costa Rica (MS). Serão cerca de 20 núcleos, todos possuindo uma destilaria de álcool, termelétrica e usina de biodiesel.
O assunto é cercado de muito sigilo e envolve grandes empresas, nacionais e internacionais. A Petrobrás está garantindo a venda dos produtos gerados por vinte anos a um grupo japonês. Segundo apuramos, grupos fortes dos EUA, Alemanha e Canadá participam como investidores, assim como bancos, usineiros e investidores da bolsa aqui do Brasil.
Dois desses núcleos serão instalados no Jalapão, no município de Ponte Alta de Tocantins. Lá os empreendedores já têm 68 mil hectares de terra garantidos para o cultivo da cana, através de pré contratos de arrendamento. A meta é atingir 100 mil hectares. Nos três Estados são detentores do direito de uso de mais de 1 milhão de hectares.
Seduzidos pela possibilidade de ganhar dinheiro sem fazer nada, como eles mesmos dizem, os proprietários de terra estão animados e se reúnem com os responsáveis para colocar o projeto em andamento e fechar seus contratos de arrendamento.
Algo precisa ser feito para impedir esse monstruoso absurdo. Parece até boato, mas é a verdade.
Sabe-se que em cada município será criada uma empresa diferente, responsável pelo núcleo local. Até agora só foi publicada uma matéria sobre o assunto, que está disponível na página www.abgnv.org.br/noticias/noticia.asp?ntcod=19153
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